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Tinha cara de ódio', diz comediante, após mulher ser baleada no Rio

Casal sofreu duas tentativas de assalto na mesma noite, na Barra da Tijuca.
Bala atingiu esposa de Castrinho, de raspão, no rosto.Andréa foi atingida por estilhaços de vidro, após assalto no Rio (Foto: Reprodução/Facebook)Andréa foi atingida por estilhaços de vidro, após
 assalto no Rio (Foto: Reprodução/Facebook)Foi uma noite de horrores para o comediante Castrinho, o Geraldo da  Escolinha do Professor Raimundo, e para a sua esposa, Andréa Guimarães.  Os dois estavam retornando para casa na madrugada de domingo (1), quando  sofreram duas tentativas de assalto. Na última, Andréa foi atingida com  um tiro, de raspão, no queixo.
 A primeira tentativa foi por volta da 1h. O casal parou o carro em um  sinal na Estrada Benvindo de Novaes, aguardando para atravessar a  Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Castrinho  viu um jovem se aproximar do carro e sacar um revólver da cintura. No  volante, Andréa agiu por instinto e acelerou. “Ela fez uma loucura, mas  uma loucura maravilhosa, porque, felizmente, nenhum outro carro cruzou  naquele momento e nós atravessamos o sinal vermelho e nos livramos do  assalto”, contou Castrinho.
 O casal fez o retorno e tomou coragem para passar pelo mesmo local.  “Achamos que ele não estaria mais lá”, explicou o comediante. Ao invés  do assaltante, o casal se deparou com uma cena que poderia ter sido  vivida por eles minutos antes. Um caminhão abalroou um veículo que  atravessou o sinal vermelho. A condutora estaria fugindo de um assalto.  Diante do acidente, o casal parou o carro e ajudou a chamar socorro.  “Ficamos ali, mas quando a ambulância foi embora, decidimos passar na  delegacia. A polícia sempre recomenda prestar queixa para que seja  registrado o que eles chamam de mancha criminal”, contou.
 Após o registro da ocorrência, por volta das 3h, o casal dirigiu para  casa, em Vargem Grande. Foi nesse momento, ao passar pela Estrada do Rio  Morto, embaixo do viaduto da Avenida das Américas, que o casal viveu o  pior momento da noite. Castrinho contou que uma van escolar (branca, com  uma faixa amarela) fechou o veículo onde estavam. De dentro da van  desceu um homem. “Foi muito horrível. Ele tinha uma cara de ódio.  Empunhava a arma em posição de quem sabe atirar”, lembra Castrinho.  Andréa fez o que o marido considera chama de uma “segunda loucura de  Deus”.

 Acelerou o veículo. O assaltante reagiu atirando. A bala atravessou o  vidro do lado da motorista, passou de raspão pelo queixo de Andréa e  ficou alojada na porta direita, onde Castrinho estava. Além do ferimento  da bala, o rosto de Andréa ficou todo marcado pelos estilhaços do  vidro.
 O casal foi para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. “Saímos  do hospital e ficamos na casa de um amigo, abalados com tudo o que  aconteceu. Graças a Deus, estamos vivos”, disse. Andréa terá que  consultar um dermatologista para ver se não há resquícios de vidro na  pele.
 “Susto? Não, estou indignada. Há 12 anos aviso para aumentarem o  policiamento na nossa região e ninguém faz nada”, disse Andréa.
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