Segundo testemunhas, alguns bandidos desceram em triciclos, fingindo ser vendedores de gelo, enquanto coagiam os comerciantes. Outros usavam bicicletas e motos. O policiamento foi reforçado. Somente na Rua Senador Pompeu de Toledo, até a altura da Visconde da Gávea, O DIA contou 56 estabelecimentos fechados. Nem a igreja católica Santa Catarina se livrou. “Me deparei com a porta fechada com cadeado”, espantou-se o funcionário Davi José, que chegou no local às 11h. Na mesma hora, o gerente de um dos poucos mercados abertos dizia: “Vamos fechar. Não deixa entrar mais ninguém”. Como muitos moradores e trabalhadores dali, ele não quis se identificar. “Agora, a polícia está aqui. E depois, o que acontece?”, indagou.
Loja fechada ontem de manhã, nas imediações da Central do Brasil
Foto: Paulo Alvadia / Agência O DiaUm comparsa do criminoso, identificado como Henrique Souza Rodrigues, o Parazinho, foi ferido no confronto. Ele foi levado para o Hospital Souza Aguiar, onde ficou internado sob custódia.
Denúncia levou ao bandido
No fim da noite de sexta, policiais da UPP receberam informações de que DG estaria em uma casa da favela, onde comemorava o aniversário da filha. No entanto, o criminoso não foi localizado. Mais tarde, nova denúncia dava o endereço de outra casa, onde DG, armado com uma pistola, trocou tiros com os policiais. O traficante ainda conseguiu fugir do local, sendo encontrado depois perto do teleférico. “Isso indica que ele teve ajuda para sair do local e tentar fugir”, disse o comandante da UPP, capitão Glauco Schorcht. Na casa, peritos recolheram cápsulas de pistola calibre nove milímetros. A arma usada pelo criminoso não foi encontrada.
Segundo informações da polícia, DG sempre participou do tráfico da Providência, mas não tinha mandado de prisão expedido. Ele não era um dos cabeças da quadrilha, mas com a prisão dos líderes, tentou assumir o controle da venda de drogas. Em março, em operação da subsecretaria de Inteligência, que conseguiu na Justiça 72 mandados de prisão para envolvidos com o tráfico local, DG passou a ser um dos procurados pela polícia.
(Rodrigo Cabral e Vânia Cunha, O Dia)


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