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Menor é suspeita de matar a própria mãe para receber seguro no Rio

Mulher não concordava com o namoro da filha.
Jovem de 17 anos teria matado a mãe enforcada.            Uma menor de idade é suspeita de matar a própria mãe Adriana Moura de  Rocha Miranda, de 43 anos, na casa da família no Cachambi, no Subúrbio  do Rio, por enforcamento. Segundo a polícia, a garota, que teve a ajuda  do namorado para queimar e esconder o corpo, é lutadora de muay thai e  aplicou um golpe chamado "mata-leão" na mãe. O casal namorava há apenas  quatro meses. O caso foi divulgado nesta quinta-feira (6).
   De acordo com o delegado Antônio Ricardo Nunes, titular da 32ª DP  (Taquara), a mãe não aprovava o relacionamento e os dois teriam  interesse na quantia de R$ 15 mil de um seguro da vítima. O crime foi  cometido no dia 25 de maio.
  Mãe morta pela filha menor de idade no Rio (Foto: Reprodução)Adriana Moura de Rocha foi morta pela filha de 17
 anos (Foto: Reprodução)“Ela é fria e calculista. Os dois confessaram o crime. Nós quebramos o  sigilo telefônico e colocamos os dois na cena do crime. Eram provas que  não tinham como ser contestadas, então, eles realmente confessaram o  crime”, declarou o delegado em entrevista ao RJTV.
   A menor foi apreendida na tarde de quarta-feira (5), junto com o  namorado. Segundo os policiais, Daniel Duarte Peixoto, de 20 anos,  estava na casa da jovem no momento do crime.
   Morta com golpe de luta
 A menina, que pratica muay thai, deu um golpe chamado mata-leão e  enforcou a mãe dentro de casa. Às 4h do dia 25 de maio, ela abriu a  porta da casa para que o namorado entrasse e ajudasse a retirar o corpo  da casa.
   A menor chegou a pedir dinheiro aos funcionários da Ourotáxi, onde a  mãe trabalhava, para procurar o corpo da mãe no IML e em hospitais. Eles  chegaram a dar R$ 60 à menina.
   O delegado informou ainda que Daniel pode pegar de 20 a 30 anos de  prisão. “Nós solicitamos que eles comparecessem ao terreno de Duque de  Caxias e não temos dúvida que ela quem planejou e ela quem fez o que  conhecemos como ‘mata-leão’”, afirmou Nunes.
   A menor foi levada para o Degase e o rapaz para a Polinter. Ambos  responderão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de  cadáver.
   O delegado quebrou o sigilo telefônico do casal, viu câmeras da  secretaria de segurança e ouviu testemunhas. Ele confessou o crime na  quarta-feira (5) de manhã e a menor no período da noite.
   Na delegacia, Daniel negou o assassinato e disse que apenas ajudou a  namorada a se desfazer do corpo. Ele também disse estar arrependido por  sua participação no crime.  A menor confessou ao delegado que planejou e  executou o crime sozinha e afirmou que o namorado a ajudou a levar o  corpo.
   Corpo queimado
 Ainda segundo as investigações, depois que foi morta, os dois queimaram  o corpo na própria casa e o abandonaram num terreno em Duque de Caxias,  na Baixada Fluminense. De acordo com o comentarista da TV Globo Rodrigo  Pimentel, o legista constatou que a arcada dentária é mesmo da mãe da  jovem. Ainda de acordo com Pimentel, a menor só pode ficar presa por  três anos.
   Na manhã de quinta (6), um parente da moça disse que desde que o  relacionamento começou a menina mudou de comportamento. A família está  inconformada com o crime. "A sensação é de muita tristeza. Estamos  profundamente inconformados com o desfecho do caso. É triste concluir  que a própria filha foi a autora", disse um parente, que preferiu não se  identificar.
   Amiga foi à delegacia
 Fabiana Lopes era amiga de Adriana há 11 anos e esteve na delegacia na  tarde desta quinta-feira (6) para cobrar explicações do casal. "Está  tudo acabado. Ela [a menor] fez 17 anos agora no dia primeiro de junho. A  gente sempre fazia festinha para ela. [Depois da morte da mãe], ela me  ligou todos os dias. Ontem [quarta, (5)], ela me ligou 23h para dizer  que tinham chamado ela na delegacia. Eu pedi que ela falasse a verdade".
   Fabiana disse ainda que Adriana reprovava o namoro do casal. E que  esteve com os dois um dia após o crime. "Estive com os dois dentro da  casa. Abracei eles, beijei. Falei com eles que ia dar certo, que a gente  ia achar a Adriana. Achei que ela [a menor] estava calma. Achei normal  por ela ser adolescente, que poderia estar em estado de choque. Ela  confessou para mim ontem à noite no telefone. Pedi que ela só falasse a  verdade [para a polícia]."
   O caso lembra um outro assassinato que aconteceu em São Paulo e chocou o  país. Em 2002, Suzanne Von Richtoffen matou os pais com a ajuda do  namorado e do irmão dele, Daniel e Christian Cravinhos. Cada um deles  foi condenado a mais de 38 anos de prisão.
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