247 - O líder do PT na
Câmara, deputado José Guimarães (CE), se engajou numa campanha para
reabilitar, no Vaticano, o padre Cícero Romão Batista, conhecido
popularmente por Padim Ciço, falecido há quase 80 anos. Para tanto,
Guimarães pediu audiência com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da
Presidência, Gilberto Carvalho, para pedir ajuda no agendamento de um
encontro com o papa Francisco no mês que vem, no Rio de Janeiro, durante
a Jornada Mundial da Juventude.
“Como já há um processo na Santa Sé para sua reabilitação, a ocasião será de extrema importância para que possamos expor ao papa a importância do reconhecimento acerca da santidade do religioso, revelada pela incontável quantidade de milagres a ele atribuídos”, diz o líder petista, destacando que Padre Cícero tem sua imagem viva entre os mais de dois milhões de romeiros que vão anualmente a Juazeiro do Norte, no extremo sul do Ceará.
Segundo Guimarães, “o Brasil tem uma dívida histórica e precisa resgatar a figura de padre Cícero Romão Batista diante da Igreja Católica”. “Ele é uma referência da religiosidade cearense e nordestina e teve um legado umbilicalmente ligado à Igreja, sempre fazendo a opção pelos simples e pelos pobres”, diz o petisra, que completa: “O momento é excepcional para tratar desse assunto, já que o papa Francisco é muito vinculado à justiça social, aos mais pobres e está resgatando o papel da Igreja Católica”.
Herege
A imagem de Padre Cícero, que recebeu da Santa Sé o título de clérigo insubordinado e foi acusado por ela de ser um herege, mantém-se viva entre milhões de fiéis nordestinos. Toda a polêmica com relação a Cícero Romão Batista começou com a ocorrência de um fenômeno inusitado numa sexta-feira da Quaresma, exatamente em 1º de março de 1889. Na manhã daquele dia, a beata Maria de Araújo, ao receber a comunhão das mãos de Padre Cícero, experimentou algo inexplicável: a hóstia, ao tocar sua língua, se verteu em sangue.
O fenômeno passou a se repetir com frequência. A notícia se espalhou, atraindo multidões ao povoado do Juazeiro do Norte, que viam naquele fato a comprovação da presença de Deus entre aquele povo sofrido do sertão. A Igreja, que enxergava com ressalvas aqueles episódios, acabou por punir Cícero após vários pedidos para que a situação fosse tratada com cautela.
O Vaticano já dispõe de ampla documentação sobre o caso do Padre Cícero, a fim de redimi-lo da sentença que lhe custou a pena de ser afastado de suas funções clericais. O processo para reabilitação do “Padim Ciço” foi oficialmente repassado ao cardeal Josef William Levado, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 30 de maio de 2006, por uma comitiva que saiu do Ceará com essa missão específica.
Com a recente troca de comando no Vaticano, o italiano dom Fernando Panico – atual bispo da Diocese do Crato, cidade vizinha a Juazeiro do Norte, e responsável pelo processo de reabilitação de Padre Cícero junto ao Vaticano – lamentou o fato de a reabilitação do religioso não ter ocorrido durante o papado de Bento XVI.
Panico afirma que o então papa se mostrava preocupado com a demora do processo e havia lhe prometido durante um encontro em Roma que iria acelerar o julgamento do caso. Segundo o bispo do Crato, foi o próprio Bento XVI – à época, ainda na condição de cardeal Josef Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – que o incentivou a pesquisar e a dar inicio ao processo de reabilitação do Padre Cícero.
Com Equipe PT na Câmara
“Como já há um processo na Santa Sé para sua reabilitação, a ocasião será de extrema importância para que possamos expor ao papa a importância do reconhecimento acerca da santidade do religioso, revelada pela incontável quantidade de milagres a ele atribuídos”, diz o líder petista, destacando que Padre Cícero tem sua imagem viva entre os mais de dois milhões de romeiros que vão anualmente a Juazeiro do Norte, no extremo sul do Ceará.
Segundo Guimarães, “o Brasil tem uma dívida histórica e precisa resgatar a figura de padre Cícero Romão Batista diante da Igreja Católica”. “Ele é uma referência da religiosidade cearense e nordestina e teve um legado umbilicalmente ligado à Igreja, sempre fazendo a opção pelos simples e pelos pobres”, diz o petisra, que completa: “O momento é excepcional para tratar desse assunto, já que o papa Francisco é muito vinculado à justiça social, aos mais pobres e está resgatando o papel da Igreja Católica”.
Herege
A imagem de Padre Cícero, que recebeu da Santa Sé o título de clérigo insubordinado e foi acusado por ela de ser um herege, mantém-se viva entre milhões de fiéis nordestinos. Toda a polêmica com relação a Cícero Romão Batista começou com a ocorrência de um fenômeno inusitado numa sexta-feira da Quaresma, exatamente em 1º de março de 1889. Na manhã daquele dia, a beata Maria de Araújo, ao receber a comunhão das mãos de Padre Cícero, experimentou algo inexplicável: a hóstia, ao tocar sua língua, se verteu em sangue.
O fenômeno passou a se repetir com frequência. A notícia se espalhou, atraindo multidões ao povoado do Juazeiro do Norte, que viam naquele fato a comprovação da presença de Deus entre aquele povo sofrido do sertão. A Igreja, que enxergava com ressalvas aqueles episódios, acabou por punir Cícero após vários pedidos para que a situação fosse tratada com cautela.
O Vaticano já dispõe de ampla documentação sobre o caso do Padre Cícero, a fim de redimi-lo da sentença que lhe custou a pena de ser afastado de suas funções clericais. O processo para reabilitação do “Padim Ciço” foi oficialmente repassado ao cardeal Josef William Levado, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em 30 de maio de 2006, por uma comitiva que saiu do Ceará com essa missão específica.
Com a recente troca de comando no Vaticano, o italiano dom Fernando Panico – atual bispo da Diocese do Crato, cidade vizinha a Juazeiro do Norte, e responsável pelo processo de reabilitação de Padre Cícero junto ao Vaticano – lamentou o fato de a reabilitação do religioso não ter ocorrido durante o papado de Bento XVI.
Panico afirma que o então papa se mostrava preocupado com a demora do processo e havia lhe prometido durante um encontro em Roma que iria acelerar o julgamento do caso. Segundo o bispo do Crato, foi o próprio Bento XVI – à época, ainda na condição de cardeal Josef Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé – que o incentivou a pesquisar e a dar inicio ao processo de reabilitação do Padre Cícero.
Com Equipe PT na Câmara


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