.
Notícias :
Home » » Diante de protestos, Fifa descarta cancelamento de Copa das Confederações

Diante de protestos, Fifa descarta cancelamento de Copa das Confederações

Entidade mantém torneio no Brasil, mesmo com manifestações populares Foto: Reuters   Entidade mantém torneio no Brasil, mesmo com manifestações populares    Foto: Reuters A Fifa disse que não considera a possibilidade de cancelar a Copa das Confederações no Brasil, no momento em que o País é tomado por protestos.


Na noite desta quinta-feira, estima-se que 1 milhão de  pessoas tomaram as ruas de 80 cidades. Policiais dispararam gás  lacrimogêneo e balas de borracha no Rio de Janeiro, onde mais de 300 mil pessoas protestaram contra a disputa da Copa das Confederações na cidade.
No entanto, a entidade máxima do futebol mundial disse,  em comunicado, que “nem a Fifa e nem o COL (Comitê Organizador Local)  têm discutido a possibilidade” de cancelar a competição. O chefe de  comunicação da Fifa, Pekka Odriozola, mais uma vez reforçou o apoio à  liberdade de expressão.
"Apoiamos e reconhecemos direito de liberdade de  expressão de forma pacífica. Condenamos qualquer tipo de violência e  estamos monitorando", disse. "Em nenhum momento, a Fifa pensou em  cancelar a Copa das Confederações. Não recebemos nenhum pedido de  retirada de nenhuma seleção", reforçou.
 
Onda  de protestos na Copa das  Confederações<a  data-cke-saved-href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/copa-das-confederacoes-protestos/iframe.htm"   href="http://esportes.terra.com.br/infograficos/copa-das-confederacoes-protestos/iframe.htm">veja  o infográfico</a>
 
Protestos e confrontos
 ​Os protestos nas cidades-sede da Copa das Confederações começaram justamente na primeira partida da competição, entre Brasil e Japão, no dia 15 de junho, em Brasília.  Antes da partida, um grupo de pessoas insatisfeitas com os gastos  públicos em estádios para a competição cercou a Arena Nacional Mané  Garrincha. Após uma tentativa de ultrapassar a barreira policial, o  grupo foi impedido com bombas e balas de borracha. Ao todo, 29 pessoas  foram detidas.
No dia seguinte, um grupo de aproximadamente 3 mil  pessoas protestou no entorno do Estádio do Maracanã, palco da partida  entre Itália e México. Também houve confronto com a polícia e  profissionais da imprensa e torcedores que chegavam para a partida  sofreram com a utilização de bombas de gás lacrimogêneo por parte da  polícia.
  Futebol vira figurante e Salvador vive 'dia de guerra'
 No terceiro dia de competição, pelo menos 50 policiais  militares foram acionados para fazer um bloqueio na região do Estádio do  Mineirão, antes da partida entre Nigéria e Taiti.  Cerca de 300 manifestantes, entre professores, policiais civis e  estudantes tentavam chegar ao estádio, mas foram impedidos pelo  bloqueio.
Já na segunda partida do Brasil, em Fortaleza,  contra o México, houve mais um confronto entre manifestantes e  policiais. Quando um grupo tentou ultrapassar a barreira ao redor do  estádio, foi reprimido com balas de borracha e bombas. Um jornalista  relatou ter sido agredido por policiais no local, apesar de estar  credenciado para o evento.
Ontem, um grupo de manifestante protestou pacificamente em Belo Horizonte contra a realização dos eventos da Fifa. Já em Salvador, o que começou com um ato pacífico terminou em violência antes do confronto entre Nigéria e Uruguai. Quinze ônibus foram incendiados e pessoas ficaram feridas.
Após o incidente, o governador da Bahia, Jaques Wagner,  afirmou que irá analisar as imagens e deverá reforçar o policiamento  para o confronto entre Brasil e Itália, amanhã, na Arena Fonte Nova.
Share this post :

Postar um comentário

 
Support : Creating Website | Johny Template | Midia Comunicação digítal
Copyright © 2013. Tribuna do Nordeste - All Rights Reserved
Template Created by Creating Website Published by Mas Template
Proudly powered by Produzido Por Luiz gustavo