No sábado, após marcha pacífica com 70 mil, houve confronto.
PM prendeu 32 e disse, em nota, que '500 marginais' fizeram vandalismo.
Os danos ao patrimônio público e a estabelecimentos privados podem ser vistos em quase toda a extensão da avenida, que liga o Centro à Região Norte. Nesta manhã, funcionários contabilizavam os prejuízos causados. Carros foram danificados com pedras e tijolos jogados por vândalos.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) não foi poupada e teve parte da cerca derrubada. Uma máquina usada nas obras do sistema do Transporte Rápido por Ônibus (BRT, da sigla em inglês) foi incendiada.
Em balanço preliminar divulgado, neste domingo (23), pela Polícia Militar (PM) registra que 32 pessoas foram presas em Belo Horizonte em ocorrências relacionadas ao protesto deste sábado (22). Os dados consideram detenções feitas das 15h de ontem até as 5h deste domingo (23). A maioria está relacionada a danos ao patrimônio público na área central da capital mineira, conforme informou a polícia.
A manifestação em Belo Horizonte, apesar de pacífica em grande parte do sábado, foi marcada pelo confronto entre policiais e manifestantes exaltados. Neste domingo (23), a PM atualizou os número de policias feridos para sete. Hospitais confirmaram a entrada de 27 feridos relacionados ao protesto. De acordo com as unidades de saúde, ao menos sete pessoas seguem internadas.
Confronto em Belo Horizonte
O cruzamento das avenidas Antônio Carlos e Abraão Caram, na região da Pampulha, próximo ao Mineirão, virou uma cena de guerra, com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo lançadas pelos policiais, após uma chuva de pedras jogadas por alguns manifestantes na barreira formada pelos militares. Os PMs usaram, além das bombas, balas de borracha, a Cavalaria e a Tropa de Choque para conter a desordem. Enquanto isso, os vândalos, que não representam a maioria do protesto, ateavam fogo em objetos, e revidavam com mais pedras. Eles resistiram por mais de duas horas no local, até que a confusão se dissipasse.
O protesto começou na Praça Sete, por volta das 10h, quando já era possível ver a movimentação. Muitas bandeiras do Brasil eram vistas. A alegria estava em gritos de guerra bem humorados, mas não sem deixar claro os alvos do protesto.


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