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“Sem o Cocó, Fortaleza seria uma cidade insustentável”



A tão prometida oficialização do Parque do Cocó pelo Governo do Estado é tida como “emergencialmente necessária” por ambientalistas locais. A medida resultaria na criação de um comitê gestor e elaboração de um plano de manejo para a área, preservando os ecossistemas lá existentes e potencializando ações de educação ambiental, pesquisa científica e recuperação de pontos degradados.
Professor do Departamento de Geografia da UFC, Jeovah Meireles defende a criação de uma cadeia de área verde formada pelo Cocó, dunas de Sabiaguaba, reserva de Pacoti etc, intercortada por outros corredores ecológicos.
Ele é favorável à demarcação oficial do parque por considerar o espaço essencial à vida em Fortaleza. “Sem o Cocó, Fortaleza seria uma cidade insustentável. Seria o cenário do colapso ambiental, do colapso das brisas e de climas mais amenos. Seria o cenário de uma desestruturação urbanística e ambiental sem dimensões.
A regulamentação do parque significaria implementar uma gestão mais eficaz do espaço. Com a restauração de ecossistemas hoje comprometidos, até o clima na Capital poderia ficar mais ameno.
Especialista em geografia urbana e membro do Observatório das Metrópoles, José Borzacchiello da Silva elogia o teor da ação do MPF e reforça o argumento de Meireles pela urgência da demarcação da área. “O Parque do Cocó está em permanente perigo. Feliz da cidade que pode contar com um parque que apresenta condições excepcionais de localização e uma paisagem de beleza estonteante. Um hiato que ameniza e melhora a qualidade de vida.” 
(Bruno de Castro, O Povo Online)
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