A jovem Maria Alana Gomes de Lima, de 18 anos, que morava na Rua Professora Adalgisa Gomes de Matos (Parque Recreio) naquele município foi asfixiada e morta pelo seu ex-companheiro José Liano Amorim de Brito, de 21 anos, residente na mesma rua. Ao ser preso, o mesmo confessou com detalhes toda a trama motivada pela cobrança do dinheiro referente aos oito meses de atraso da pensão alimentícia.
A garota estava desaparecida desde o meio dia desta segunda-feira quando saiu ao encontro de José para, supostamente, tratar sobre a festa de primeiro aniversário do filho do casal. O acusado contou que fez sexo pela última vez com a garota a qual, depois, foi asfixiada e morta. O passo seguinte foi ocultar o cadáver sob a sua cama por conta da proximidade na chegada dos seus familiares. Ele disse que esperou seus parentes dormirem e, pela madrugada, apanhou uma enxada e jogou o corpo nas costas.
O acusado se dirigiu até uma área de brejo num denso matagal nas imediações de um campo de futebol e da Cerâmica Batateiras, a fim de providenciar o enterro em meio à escuridão. A cova foi rasa para apressar a ocultação cm receio de ser notado. Com as notícias do desaparecimento da mulher espalhadas de ontem para hoje, a polícia adotou como caminho inicial uma conversa com José Liano, pois todas as evidências apontavam na sua direção e ele confessou como tudo foi feito.
Por volta do meio dia, o mesmo foi preso em sua casa por uma equipe da PM coordenada pelo Capitão Luciano Rodrigues, Comandante da Companhia Militar de Crato, que o levou até o brejo e este apontou o local da cova. Por medida de segurança ante a chegada de familiares de Alana, a polícia o conduziu para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), enquanto cuidava da exumação e entrega ao pessoal do IML (Instituto Médico Legal) para cuidar da necropsia. Ela estava com os pés e as mãos amarrados com fios e a cabeça envolta por uma fita adesiva plástica transformada em múmia.
Segundo a polícia, tudo indica que houve premeditação no crime. A primeira evidência, conforme aponta o Capitão Luciano, foi o pedido de uma enxada emprestada a um vizinho por José Liano há uns seis dias. Além disso, testemunhas relataram ter visto o acusado no local onde a enterrou como se tivesse escolhendo para a futura cova. Recentemente, ele tentou contra a vida de sua sogra pelo mesmo motivo da pensão alimentícia e já tinha agredido a ex, sendo preso por crime contra a Lei Maria da Penha.
Fonte: Miséria Matéria pesquisada e adaptada por Tribuna do Nordeste


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